rua7

 Como chegamos à Rua 7.



A Família já morou por alguns anos numa casinha de madeira, alugada, na Rua Sete de Setembro, na Vila Beca. A situação econômica era quase desesperadora. O restaurante havia sido alugado por um valor ridículo, os recursos financeiros eram escassos, e a família era grande. As crianças brigavam por um pedaço de pão. O Pai chegou a trabalhar uns tempos na chácara do Lazico. A Mãe certa vez me disse que um dia ela foi vender um velho corte de tecido para uma vizinha, a fim de comprar comida para o almoço...


Eis a casa da Rua 7.




Mas por que será que o meu Pai não continuou tocando a Churrascaria depois que eu fui pra São Paulo em 1972?

Nove meses depois que eu parti, meu Pai alugou a Churrascaria para o Jeová...

(Eu até chorei quando fiquei sabendo disso. Mas para mim já não era mais possível voltar pra Itararé.)



 

Alguns links que podem ajudar nas análises da situação.

 

https://www.edson2025.com/p/c2596.html

 As dezoito questões da Casa Azul


https://www.edson2025.com/p/2616.html

 As reformas da Casa 2616


https://www.edson2025.com/p/rua15.html

 A reforma do muro da Rua 15


https://www.edson2025.com/p/space.html

 Conversas com a Espaço Imóveis


https://www.edson2025.com/p/venda.html

 A questão da venda da propriedade toda


https://churrascariafronteira.blogspot.com/2020/04/003.html

 A história da Churrascaria


https://www.edson2025.com/p/k.html  (*)

A situação da Kelly e seus filhos







Sou apenas um poeta. Mas estou profundamente envolvido em alcançar uma concepção de arte e de literatura que se transforme numa emocionante Filosofia de Vida.








No final do vídeo eu digo "viúva do Paulo", mas deve ser "viúva do Beto".










O céu que me descobre...

A cozinha que eu uso



O piso em cacos de cerâmica que ajudei meu Pai a construir em 1967, no nosso restaurante. A Churrascaria Fronteira. Ou Do Luizito.



E às vezes eu tomo um copo de cerveja com minha Mãe no Jardim da Casa Azul. Olhando a toalhinha de tricô que ela um dia fez pra mim...



A propósito,


Acabei de almoçar sozinho aqui na Casa Azul. Uma comida que eu mesmo fiz, amorosamente, logo após ter escrito um texto complexo para um dos meus projetos. E fico aqui pensando: nunca passei fome, em toda minha vida. Considero isto uma bênção. Tive a sorte de poder, junto com meu Pai e minha Mãe, aos 16 anos, abrir um restaurante que ainda hoje existe, e onde eu comia picanhas e filés no almoço e no jantar. Porém, comunista que sou desde que nasci, lembro-me sempre de Knut Hamsun. E preocupo-me com os famintos. Pois a fome é sempre dolorida, suponho.






Quase três da manhã e eu estou aqui, ao lado de um grande amor, comendo um Spaghetti à carbonara, parmesão ralado e cebolinha da horta. E tomando a primeira garrafa de Calamares Rosé...


E uma versão genial do Poema Mude, com Abujamra e Tim Maia.


Também sei cozinhar.